Formação · Para profissionais

Formação e supervisão em Terapia de Imersão Imaginativa.

Para psicólogos e psicoterapeutas que querem usar imaginação, narrativas e interpretação de papéis com fundamento clínico — e não como técnica solta.

A proposta não é oferecer fórmulas prontas, mas fundamentos, linguagem clínica e critério técnico, para que cada profissional utilize esses recursos de modo ético, sensível e tecnicamente orientado.

Cena de terapia de imersão imaginativa com cenário e miniaturas
Cenas, metáforas e experiências narrativas

§ 01 — O ponto de partida

Não se trata de usar jogos na terapia.

É comum confundir três coisas diferentes. O formato reúne personagens, cenários, regras e interpretação de papéis. O engajamento é o interesse e o vínculo com a narrativa. O processo terapêutico é o que precisa mudar.

A gamificação, com pontos e recompensas, atua na superfície. A TII trabalha no terceiro nível: identificar o que, dentro de uma experiência imaginativa estruturada, pode evocar, tornar observável e modificar aquilo que efetivamente mantém o sofrimento.

É essa distinção que separa uma sessão interessante de uma sessão clínica — e é ela que a formação ensina a sustentar.

§ 02 — Método

A sequência clínica.

Cada cena nasce de uma formulação de caso. O modelo dialoga com abordagens de base empírica, articulando princípios da terapia cognitivo-comportamental, da ACT, da DBT e da terapia do esquema.

  1. 01

    Formulação de caso

    Identificar o processo que sustenta o sofrimento — a crença rígida, o padrão de esquiva, a dificuldade de regular emoções. Nada começa antes disso.

  2. 02

    Reconstrução funcional

    Construir uma situação fictícia que preserve a mesma estrutura funcional do problema, mudando o conteúdo de superfície.

  3. 03

    Simulação terapêutica

    Observar como a pessoa interpreta, sente e age dentro da cena. O pensamento deixa de ser relatado e passa a operar como cognição em situação.

  4. 04

    Intervenção no processo

    Aplicar recursos clínicos para modificar a resposta enquanto ela acontece, e não depois, na conversa sobre ela.

  5. 05

    Transferência

    Traduzir o que emergiu na narrativa em uma ação concreta no cotidiano. A experiência imaginada prepara a mudança real — e é ali que ela se verifica.

§ 03 — O que a formação trabalha

Cinco competências práticas.

O objetivo não é decorar cenários, e sim conseguir construir os seus a partir do caso que está na sua frente.

  • 01

    Derivar a cena da formulação

    Construir situações que testem o processo-alvo, não que apenas entretenham

  • 02

    Ler o que aparece na ação

    Distinguir formato, engajamento e processo terapêutico durante a sessão

  • 03

    Intervir dentro da cena

    Usar recursos clínicos no momento em que o padrão se manifesta

  • 04

    Calibrar a distância simbólica

    Aproximar de conteúdos difíceis sem reprodução autobiográfica literal

  • 05

    Fechar o ciclo no cotidiano

    Transformar o que foi vivido na narrativa em comportamento testável fora dela

§ 04 — Formatos

Três formas de trabalhar juntos.

Cursos e formações

Fundamentos teóricos e método da Terapia de Imersão Imaginativa, com foco em como construir, conduzir e encerrar cenas clinicamente orientadas.

Supervisão clínica

Acompanhamento de casos em que a imaginação, a narrativa ou a interpretação de papéis entram como recurso, com atenção à formulação e ao critério de uso.

Palestras e encontros

Apresentações sobre imaginação, narrativa e gamificação em psicoterapia para instituições, cursos de Psicologia e eventos profissionais.

§ 05 — Onde o modelo está

O que ainda falta provar.

Escadaria surreal ascendendo entre nuvens

A Terapia de Imersão Imaginativa é um modelo clínico em estágio inicial, cujos componentes e processos propostos requerem avaliação empírica direta. Isso é dito aqui de propósito: quem se forma precisa saber o que está consolidado e o que ainda é hipótese de trabalho.

A contribuição do modelo é oferecer um método testável para usar a interpretação de papéis ficcional como contexto intermediário entre processamento verbal, imagética, ensaio e ação cotidiana — com a transferência para o comportamento real como exigência empírica explícita, não como promessa.

“Explorar novas formas de intervenção sem perder de vista a singularidade de cada caso.”

Google ScholarORCIDCurrículo Lattes

§ 06 — Quem conduz

Dr. Manoel Acioli

Psicólogo clínico, mestre, doutor e pós-doutor em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco, com pós-doutorado em cooperação internacional com a Aix-Marseille Université e a Université Lumière Lyon 2. Professor e supervisor clínico, diretor do RPG Terapia e cofundador da Ganimeds HealthTech.

CRP 06/234088

Trajetória completa

Próximo passo

Conte em que ponto da sua prática isso entraria.

Turmas, formatos e supervisões são combinados conforme o momento e o contexto de cada profissional. O caminho mais curto é uma conversa.